Você sabia? Curiosidades que ninguém te conta

Saúde, truques de casa, mistérios e histórias curiosas. Descubra algo novo todos os dias.

Explorar curiosidades

Osteoporose: como prevenir depois dos 50

Leitura de 6 min

A osteoporose é uma doença que deixa os ossos mais frágeis e mais propensos a fraturas. O problema é que ela quase nunca avisa. Muita gente só descobre depois de uma queda simples que resulta em um osso quebrado.

A boa notícia é que existem atitudes que ajudam a proteger os ossos ao longo da vida. Neste texto, você vai entender o que é a doença, quem tem mais risco e quais cuidados do dia a dia contam, sempre com orientação médica.

O que é a osteoporose

Os ossos são tecidos vivos. Durante a vida, o corpo remove osso velho e forma osso novo. Na juventude, a formação é maior. Depois dos 30 e dos 40, esse equilíbrio muda e a perda começa a superar a formação.

Veja também: Artrose no joelho: o que ajuda no dia a dia · Pré-diabetes: o que é e como cuidar antes que avance

Na osteoporose, essa perda é grande demais. Os ossos ficam mais porosos e podem quebrar com um esforço pequeno. Os locais mais atingidos são a coluna, o quadril e o punho.

Quem tem mais risco

Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, mas alguns fatores aumentam a chance:

  • Ser mulher, principalmente após a menopausa, quando cai a produção de estrogênio.
  • Ter casos de osteoporose ou fratura de quadril na família.
  • Ser magro, de estrutura pequena.
  • Fumar ou beber álcool em excesso.
  • Viver sedentário, passando muito tempo sentado.
  • Usar por muito tempo certos remédios, como alguns corticoides.
  • Ter doenças como problemas de tireoide ou alterações hormonais.

Os homens também podem ter osteoporose, embora ela apareça mais tarde e seja menos comentada.

Cálcio: de onde tirar

O cálcio é o principal material dos ossos. O ideal é obtê-lo pela alimentação, que costuma ser a melhor fonte. Algumas opções comuns no Brasil são:

  • Leite, iogurte e queijos, de preferência os de menor teor de gordura, conforme orientação.
  • Folhas verde-escuras, como couve e brócolis.
  • Sardinha com espinha e outros peixes pequenos.
  • Feijão, grão-de-bico e outras leguminosas.
  • Bebidas vegetais enriquecidas com cálcio.

Suplementos de cálcio só devem ser tomados quando o médico indicar. Quantidade demais também pode trazer problemas, e a dose certa depende de cada pessoa.

Vitamina D e o sol

A vitamina D ajuda o corpo a absorver o cálcio. A maior parte dela é produzida pela pele quando recebe luz do sol. Por isso, um pouco de sol nos braços e nas pernas, em horários mais amenos e com cuidado, faz parte da prevenção.

Mesmo assim, muitos idosos têm pouca vitamina D, por passarem o dia em casa ou por usarem protetor solar. Existe um exame de sangue que mostra o nível dela. Se estiver baixo, o médico decide se há necessidade de suplemento e qual dose usar. Não tome por conta própria.

O exercício que fortalece os ossos

O osso responde ao esforço. Quanto mais ele é estimulado, mais resistente tende a ficar. Dois tipos de atividade são especialmente úteis:

  • Exercícios de impacto leve: caminhada, subir escadas, dança. Eles fazem o peso do corpo trabalhar sobre os ossos.
  • Exercícios de força: musculação ou elásticos, com orientação de um profissional.

Também vale treinar o equilíbrio, com atividades como tai chi, pilates ou exercícios simples de ficar em um pé só, apoiado em uma cadeira. Quem tem equilíbrio cai menos, e cair menos é proteger os ossos. Antes de começar, converse com o médico, principalmente se já houver diagnóstico.

Cuidados com a casa e os hábitos

Prevenir fratura também é evitar queda. Algumas medidas simples ajudam:

  • Tirar tapetes soltos e fios do caminho.
  • Usar tapete antiderrapante no banheiro e barras de apoio.
  • Manter a casa bem iluminada, principalmente à noite.
  • Usar calçado firme, fechado e com solado antiderrapante.
  • Revisar a visão e os remédios que causam tontura.

Também ajuda parar de fumar e moderar o álcool.

A densitometria óssea

A densitometria óssea é o exame que mede a densidade dos ossos. É rápido, indolor e usa uma dose muito baixa de radiação. Ele ajuda o médico a saber se há perda de massa óssea e qual o risco de fratura.

Quem deve fazer e com que frequência varia de pessoa para pessoa. Em geral, o médico costuma pedir o exame em mulheres após a menopausa ou na faixa dos 65 anos, e antes disso quando há fatores de risco. Em homens, a indicação depende do caso. Por isso, não se baseie em regras prontas: converse com seu médico para saber se e quando o exame é indicado para você.

Quando procurar um médico

Procure atendimento se você:

  • Sofreu uma fratura após uma queda simples ou um esforço pequeno.
  • Notou perda de altura ou a coluna mais curvada.
  • Sente dor forte e repentina nas costas.
  • Tem histórico familiar de osteoporose e nunca fez avaliação.
  • Usa corticoide por muito tempo ou passou pela menopausa e nunca fez exames.

Em caso de queda com dor forte, deformidade ou dificuldade de se mexer, busque um serviço de urgência.

Perguntas frequentes

Osteoporose tem cura?

Ela tem tratamento, e o objetivo é frear a perda de osso e reduzir o risco de fraturas. O médico define o que fazer em cada caso, que pode incluir remédios, alimentação e exercício.

Beber leite todo dia basta para evitar a osteoporose?

Não. O cálcio é importante, mas sozinho não protege. É preciso também vitamina D, exercício, bons hábitos e, em alguns casos, acompanhamento médico.

Quem tem osteoporose pode fazer exercício?

Em geral, sim, e costuma ser até recomendado. Mas o tipo e a intensidade devem ser orientados pelo médico e por um profissional de educação física, para evitar riscos.

Fontes oficiais para saber mais

As informações deste artigo são gerais e têm caráter informativo. Para se aprofundar, consulte os sites de órgãos oficiais e de sociedades médicas (os links levam à página inicial de cada instituição):

Este texto é apenas informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento indicados por um médico.

Aviso importante: este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento feito por um médico ou outro profissional de saúde. Em caso de dúvida ou de sintomas, procure atendimento.

Gostou? Compartilhe: