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Pré-diabetes: o que é e como cuidar antes que avance

Leitura de 5 min

Muita gente recebe o resultado do exame de sangue e escuta: “sua glicemia está um pouco alta, mas ainda não é diabetes”. Esse meio-termo se chama pré-diabetes. Ele assusta, mas também traz uma boa notícia. É um aviso do corpo, e ainda há tempo de agir com apoio da equipe de saúde.

O que é pré-diabetes

Pré-diabetes é quando o nível de açúcar no sangue está acima do normal, mas ainda abaixo do que se considera diabetes.

Isso acontece porque o corpo começa a ter dificuldade de usar a insulina. A insulina é o hormônio que ajuda o açúcar do sangue a entrar nas células. Quando ela não funciona bem, o açúcar sobra no sangue.

Pré-diabetes não é uma doença menor que pode ser ignorada. Também não é uma sentença. Em muitas pessoas, os cuidados com o estilo de vida ajudam a controlar a situação.

Como é descoberto

Na maioria das vezes, o pré-diabetes não dá sintomas. Por isso, muita gente descobre em um exame de rotina.

Os exames mais usados são:

  • Glicemia de jejum.
  • Hemoglobina glicada, que mostra a média do açúcar nos últimos meses.
  • Teste de tolerância oral à glicose, em alguns casos.

Quem define se o resultado indica pré-diabetes é o médico, que avalia os números junto com o seu histórico. Não tire conclusões sozinho a partir de um único valor.

Quem tem mais chance de desenvolver

Alguns fatores aumentam a chance. Entre os mais conhecidos estão:

  • Idade acima de 45 anos.
  • Excesso de peso, principalmente gordura na barriga.
  • Sedentarismo.
  • Familiares com diabetes.
  • Pressão alta ou colesterol alterado.
  • Diabetes na gestação, no passado.
  • Síndrome dos ovários policísticos.

Quem tem esses fatores deve conversar com o médico sobre a frequência dos exames.

Hábitos que ajudam a cuidar

O objetivo é ajudar o corpo a usar melhor a insulina. Mudanças pequenas e constantes valem mais do que grandes mudanças que não duram.

Movimente-se mais

A atividade física ajuda os músculos a aproveitarem o açúcar do sangue. Caminhadas, hidroginástica, dança e bicicleta são ótimas opções. Comece devagar e aumente aos poucos, com liberação do médico.

Ajuste o prato

Dê preferência a alimentos integrais, verduras, legumes e feijões. Reduza refrigerantes, sucos adoçados, doces e frituras. Não é preciso cortar tudo. O segredo é o equilíbrio no dia a dia.

Observe as porções

Comer devagar ajuda a perceber a saciedade. Evite repetir o prato por hábito. Um nutricionista pode montar um plano que respeite o seu gosto e o seu orçamento.

Cuide do peso

Para quem está acima do peso, uma perda gradual pode ajudar, segundo orientações de diversas entidades médicas. Evite dietas muito restritivas e promessas de emagrecimento rápido.

Durma bem e controle o estresse

Noites mal dormidas e estresse constante podem mexer com o açúcar no sangue e com o apetite. Procure manter uma rotina de sono e momentos de descanso.

Pare de fumar

O cigarro piora a saúde do coração e dos vasos, que já merecem cuidado em quem tem risco de diabetes.

Cuidado com promessas milagrosas

Chás, cápsulas e receitas caseiras que prometem “curar” ou “zerar” o açúcar no sangue circulam muito na internet. Não há prova de que isso funcione para todos. Alguns produtos podem fazer mal ou interagir com remédios.

Nunca troque o acompanhamento médico por um produto natural. Se quiser usar algum chá ou suplemento, avise o médico antes.

Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.