Muita gente recebe o resultado do exame de sangue e escuta: “sua glicemia está um pouco alta, mas ainda não é diabetes”. Esse meio-termo se chama pré-diabetes. Ele assusta, mas também traz uma boa notícia. É um aviso do corpo, e ainda há tempo de agir com apoio da equipe de saúde.
O que é pré-diabetes
Pré-diabetes é quando o nível de açúcar no sangue está acima do normal, mas ainda abaixo do que se considera diabetes.
Isso acontece porque o corpo começa a ter dificuldade de usar a insulina. A insulina é o hormônio que ajuda o açúcar do sangue a entrar nas células. Quando ela não funciona bem, o açúcar sobra no sangue.
Pré-diabetes não é uma doença menor que pode ser ignorada. Também não é uma sentença. Em muitas pessoas, os cuidados com o estilo de vida ajudam a controlar a situação.
Como é descoberto
Na maioria das vezes, o pré-diabetes não dá sintomas. Por isso, muita gente descobre em um exame de rotina.
Os exames mais usados são:
- Glicemia de jejum.
- Hemoglobina glicada, que mostra a média do açúcar nos últimos meses.
- Teste de tolerância oral à glicose, em alguns casos.
Quem define se o resultado indica pré-diabetes é o médico, que avalia os números junto com o seu histórico. Não tire conclusões sozinho a partir de um único valor.
Quem tem mais chance de desenvolver
Alguns fatores aumentam a chance. Entre os mais conhecidos estão:
- Idade acima de 45 anos.
- Excesso de peso, principalmente gordura na barriga.
- Sedentarismo.
- Familiares com diabetes.
- Pressão alta ou colesterol alterado.
- Diabetes na gestação, no passado.
- Síndrome dos ovários policísticos.
Quem tem esses fatores deve conversar com o médico sobre a frequência dos exames.
Hábitos que ajudam a cuidar
O objetivo é ajudar o corpo a usar melhor a insulina. Mudanças pequenas e constantes valem mais do que grandes mudanças que não duram.
Movimente-se mais
A atividade física ajuda os músculos a aproveitarem o açúcar do sangue. Caminhadas, hidroginástica, dança e bicicleta são ótimas opções. Comece devagar e aumente aos poucos, com liberação do médico.
Ajuste o prato
Dê preferência a alimentos integrais, verduras, legumes e feijões. Reduza refrigerantes, sucos adoçados, doces e frituras. Não é preciso cortar tudo. O segredo é o equilíbrio no dia a dia.
Observe as porções
Comer devagar ajuda a perceber a saciedade. Evite repetir o prato por hábito. Um nutricionista pode montar um plano que respeite o seu gosto e o seu orçamento.
Cuide do peso
Para quem está acima do peso, uma perda gradual pode ajudar, segundo orientações de diversas entidades médicas. Evite dietas muito restritivas e promessas de emagrecimento rápido.
Durma bem e controle o estresse
Noites mal dormidas e estresse constante podem mexer com o açúcar no sangue e com o apetite. Procure manter uma rotina de sono e momentos de descanso.
Pare de fumar
O cigarro piora a saúde do coração e dos vasos, que já merecem cuidado em quem tem risco de diabetes.
Cuidado com promessas milagrosas
Chás, cápsulas e receitas caseiras que prometem “curar” ou “zerar” o açúcar no sangue circulam muito na internet. Não há prova de que isso funcione para todos. Alguns produtos podem fazer mal ou interagir com remédios.
Nunca troque o acompanhamento médico por um produto natural. Se quiser usar algum chá ou suplemento, avise o médico antes.
Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.