O alecrim tem cheiro forte e inconfundível. Dá sabor a carnes, batatas, pães e azeites. Também aparece em chás e em muitos jardins. É uma planta querida, mas que também pede cuidados. Vamos ver o que é seguro e o que é exagero.
Conhecendo o alecrim
O alecrim (Rosmarinus officinalis) é uma erva aromática de origem mediterrânea. Cresce bem em vaso, no sol, com pouca água. Por isso, é fácil de ter em casa.
Ele contém óleos aromáticos e outras substâncias que a ciência estuda. Mas estudar não é provar. A planta não cura doenças e não substitui tratamento médico. Ela é, antes de tudo, um tempero.
Cuidados antes de usar
Na cozinha, em pequenas quantidades, o alecrim costuma ser bem tolerado. Os cuidados aumentam quando a planta vira chá, extrato ou óleo.
Gestantes devem evitar chás e extratos de alecrim em quantidade, por falta de segurança comprovada. O uso como tempero, em pequena quantidade, costuma ser aceito, mas pergunte ao seu médico.
Quem tem epilepsia deve evitar o óleo essencial de alecrim e ter cuidado com preparações concentradas. Alguns óleos essenciais podem desencadear crises em pessoas sensíveis.
Quem usa anticoagulantes, remédios para pressão ou para diabetes deve conversar com o médico antes de usar a planta em chás. O efeito pode se somar ao do remédio.
Crianças pequenas não devem receber óleo essencial de alecrim, nem passá-lo perto do rosto. Chá só com orientação do pediatra.
Pessoas com alergia a plantas da família da hortelã e da lavanda devem ter cuidado. Se houver coceira, vermelhidão ou falta de ar, pare o uso e procure atendimento.
Óleo essencial nunca deve ser bebido nem usado puro na pele. Ele é muito concentrado e pode causar queimaduras e intoxicação.
O alecrim na cozinha
Aqui o alecrim brilha. Ele combina com frango, carne de porco, cordeiro e legumes assados. Fica ótimo com batatas, mandioca e pão caseiro.
Use pouco. O sabor é forte e pode dominar o prato. Um raminho já é suficiente para uma assadeira.
As folhas são duras. Pique bem fino ou use o ramo inteiro e retire antes de servir, para ninguém engasgar.
Um azeite aromatizado também é uma boa ideia, mas exige cuidado. Azeite com ervas frescas, guardado em temperatura ambiente, pode ter risco de contaminação. Prefira fazer a quantidade do dia, ou guardar na geladeira por poucos dias.
Como fazer o chá e conservar a planta
Se não houver contraindicação, o chá é simples. Use um raminho pequeno, ou uma colher de chá de folhas, para uma xícara de água. Ferva a água, desligue e coloque a erva. Tampe e deixe descansar por cinco a dez minutos. Coe e beba.
Dicas importantes:
Tome em pequena quantidade e não todos os dias, sem orientação.
Não use no lugar de remédios.
Prefira folhas limpas, de planta sem agrotóxicos.
Se sentir enjoo, azia ou mal-estar, pare de usar.
Plante em vaso com boa drenagem e muito sol. Regue só quando a terra estiver seca. Excesso de água faz a planta apodrecer.
Para guardar, lave e seque bem os ramos. Embrulhe em papel e deixe na geladeira por alguns dias. Também dá para secar em local arejado, à sombra, e guardar em pote bem fechado.
Descarte a erva se notar mofo, cheiro estranho ou manchas escuras. Plantas secas guardadas com umidade podem criar fungos, e isso faz mal.
Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.