Curiosidades sobre os raios
O Brasil é um dos países com mais raios do mundo, e isso se deve ao seu território grande e quente, com muitas tempestades, principalmente no verão. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estuda e monitora esse fenômeno há anos.
Outra curiosidade: o raio nem sempre vai da nuvem para o chão. Muitos acontecem dentro da própria nuvem, e por isso vemos o céu piscando sem que nada caia.
Por que o clarão parece tão rápido
A luz percorre cerca de trezentos mil quilômetros por segundo. Isso significa que, para quem está na Terra, o clarão de um raio é visto praticamente no mesmo momento em que acontece, mesmo que ele esteja a muitos quilômetros. Já o som precisa atravessar o ar, que o atrasa. Em dias muito quentes ou muito frios, a velocidade do som muda um pouco, e por isso a conta dos três segundos por quilômetro é só uma aproximação.
Quando o raio está bem perto, o clarão e o estrondo parecem vir juntos, e o susto é maior. Por isso, ouvir o trovão logo depois do clarão é sinal para procurar abrigo sem demora.
Perguntas frequentes
Existe raio sem trovão?
Não. Todo raio produz trovão. Às vezes ele está tão longe que o som some antes de chegar até nós. É o que chamamos de relâmpago de calor, quando só vemos o clarão no horizonte.
O raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar?
É um mito. Lugares altos, isolados ou com pontas metálicas podem ser atingidos várias vezes, até na mesma tempestade.
Por que o trovão às vezes dura tanto tempo?
Porque o raio é longo e o som sai de vários pontos do caminho dele, chegando em momentos diferentes. Além disso, o som reflete no relevo e nas construções.
Em resumo
O trovão é o som do ar aquecido e expandido de repente pelo raio. Como a luz é muito mais rápida que o som, vemos o clarão antes de ouvir o estrondo. Contar os segundos entre os dois ajuda a estimar a distância, e abrigar-se em local fechado é o cuidado mais importante durante a tempestade.
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