O fígado de galinha é barato, fácil de achar e muito presente na mesa de muitas famílias. Acebolado, empanado ou ensopado, ele agrada a quem gosta de sabores marcantes. Mas será que faz bem? A resposta é: pode fazer, desde que seja consumido com moderação e preparado do jeito certo.
Neste texto, você vai conhecer os nutrientes desse alimento, os cuidados necessários e algumas dicas de preparo.
O que o fígado de galinha tem de bom
O fígado de galinha é um alimento nutritivo. De forma geral, ele é fonte de proteína, ferro, vitamina A, vitamina B12 e folato.
Esses nutrientes participam de funções importantes do corpo:
- a proteína ajuda na construção e na manutenção dos músculos;
- o ferro participa da formação do sangue;
- a vitamina A contribui para a visão e para a pele;
- a vitamina B12 e o folato fazem parte do funcionamento das células e do sangue.
Isso não quer dizer que o fígado resolva problemas de saúde sozinho. Ele pode ser um bom item dentro de uma alimentação variada, ao lado de verduras, legumes, frutas, feijão e cereais.
Moderação e quem deve ter mais cuidado
O fígado é um alimento muito concentrado em nutrientes. Isso é bom, mas o excesso também pode ser um problema. A vitamina A, por exemplo, é armazenada pelo corpo, e consumir demais, de forma frequente, não é recomendado.
Por isso, a ideia é comer em porções pequenas e não todos os dias. A quantidade e a frequência certas dependem de cada pessoa, e o nutricionista pode orientar.
Algumas pessoas precisam conversar com o médico ou o nutricionista antes de incluir o fígado no cardápio:
- gestantes, porque o excesso de vitamina A merece atenção na gravidez;
- quem tem colesterol alto, porque as vísceras costumam ter bastante colesterol;
- quem tem gota ou ácido úrico elevado, já que esse tipo de alimento pode piorar o quadro;
- quem tem doenças no fígado ou nos rins;
- pessoas que seguem dieta especial ou usam remédios com restrição alimentar.
Cada caso é diferente. Um profissional pode dizer se você pode comer, em que quantidade e com que frequência.
Cozinhar bem e guardar com segurança
Carne de ave crua ou malpassada pode causar intoxicação alimentar. Por isso, o fígado de galinha precisa ser bem cozido, sem partes rosadas ou com sangue por dentro.
Alguns cuidados de higiene fazem toda a diferença:
- lave bem as mãos antes e depois de mexer na carne crua;
- não lave a carne crua na pia, porque a água pode espirrar e espalhar bactérias;
- use tábua e faca separadas para a carne crua e para alimentos que serão comidos sem cozinhar, como salada;
- lave com água e detergente todos os utensílios e superfícies que encostaram na carne crua;
- depois de cozinhar, não deixe o prato muito tempo fora da geladeira.
Na hora de guardar, vale ter atenção. O fígado estraga com facilidade. Compre em lugar de confiança e observe a cor, o cheiro e a aparência. Se tiver cheiro forte e desagradável, aspecto viscoso ou cor estranha, descarte.
Em casa, guarde na parte mais fria da geladeira, bem embalado, e use em um ou dois dias. Se não for usar logo, congele em porções pequenas, em sacos ou potes bem fechados.
Para descongelar, passe o fígado para a geladeira e espere. Evite descongelar sobre a pia ou a bancada. Depois de descongelado, não congele de novo o mesmo alimento cru.