A menopausa traz o fim da menstruação. Por isso, quando uma mulher volta a sangrar depois desse período, é natural se assustar. Muitas pessoas pensam em esperar passar ou ter vergonha de comentar. Neste texto, vamos explicar com calma por que esse sinal merece atenção e como a avaliação costuma acontecer.
O que se considera menopausa
Em termos médicos, a menopausa é confirmada depois de um período longo sem menstruar, em geral doze meses seguidos. Isso acontece, na maioria das mulheres, por volta dos 50 anos, mas a idade varia de uma pessoa para outra.
Depois disso, a mulher entra na pós-menopausa. É uma fase em que os hormônios femininos ficam em níveis bem mais baixos do que antes. Nesse período, não se espera mais o sangramento menstrual regular.
Por isso, qualquer sangramento vaginal nessa fase é visto como um sinal que precisa ser investigado, mesmo que seja pouco.
Como esse sangramento pode aparecer
O sangramento depois da menopausa pode ter várias formas. Ele pode ser leve, como uma manchinha no papel ou na calcinha, ou mais intenso. Pode ser rosado, vermelho ou marrom. Pode acontecer uma única vez ou se repetir.
Um erro comum é achar que, porque foi pouco ou só aconteceu uma vez, não precisa de atenção. Na verdade, a quantidade não diz se o motivo é simples ou não. Só o exame pode esclarecer.
Também é comum a pessoa achar que é efeito de remédio, de esforço ou de exagero em algo do dia a dia. Pode até ser. Mas a suposição não substitui a avaliação.
Causas possíveis
Na maioria das vezes, a causa do sangramento é benigna. Mesmo assim, é preciso investigar para ter certeza. Entre as causas citadas pelos profissionais de saúde estão as seguintes.
- Afinamento e ressecamento do tecido da vagina e do útero, por causa da queda de hormônios.
- Pólipos, que são pequenos crescimentos benignos no útero ou no colo do útero.
- Uso de terapia hormonal, que pode causar sangramentos em alguns esquemas.
- Espessamento do revestimento do útero.
- Infecções ou inflamações na região.
- Uso de alguns medicamentos, como os que afetam a coagulação.
Em uma parte dos casos, o sangramento pode estar ligado a doenças mais sérias do útero ou do colo do útero. É justamente por isso que a investigação é importante. Quanto mais cedo a causa é descoberta, mais opções de cuidado costumam existir.
O que esperar da consulta
Muita gente adia a consulta por medo do que será feito. Saber como funciona ajuda a diminuir a ansiedade. O médico costuma começar com uma conversa sobre o seu histórico, os remédios que você usa e como foi o sangramento.
Depois, pode fazer o exame ginecológico. Em muitos casos, ele pede um ultrassom, que mede o revestimento do útero. Dependendo do resultado, pode indicar outros exames para investigar melhor.
Cada caso é diferente, e o profissional decide o que é necessário. Se você sentir desconforto ou vergonha, diga isso a ele. Uma boa consulta é feita com respeito e acolhimento.
Importante: os cuidados e os sinais de alerta estão na próxima página. Leia até o fim antes de agir.