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Por que bocejamos e por que o bocejo é contagioso?

Leitura de 5 min

Você viu alguém bocejar e, sem querer, bocejou também. Esse gesto simples intriga cientistas há muito tempo. Por que bocejamos? Por que dá vontade quando vemos outra pessoa bocejar? A resposta honesta é que a ciência ainda não tem uma explicação definitiva. Veja o que se sabe e o que são apenas hipóteses.

O que acontece no corpo quando bocejamos

No bocejo, a boca se abre bastante, respiramos fundo, o ar entra devagar e depois sai. Muitas vezes os olhos lacrimejam e os músculos do rosto e do pescoço se esticam. O gesto dura poucos segundos e vem acompanhado de uma sensação de alívio.

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Hipótese 1: ajudar a esfriar o cérebro

Uma das ideias mais estudadas é que o bocejo ajuda a regular a temperatura do cérebro. Segundo essa hipótese, o ar que entra e o movimento da mandíbula favorecem a circulação do sangue e ajudam a esfriar a região. Alguns estudos indicam que bocejamos menos em ambientes muito quentes e mais quando o ar está fresco. Ainda assim, é uma hipótese, e não um consenso.

Hipótese 2: levar mais oxigênio ao corpo

Durante muito tempo se acreditou que bocejamos por falta de oxigênio. A ideia era simples: quando a respiração fica rasa, o bocejo traria mais ar. Estudos posteriores não confirmaram essa explicação, e hoje ela é considerada pouco provável.

Hipótese 3: manter o corpo alerta

Outra possibilidade é que o bocejo ajude a “acordar” o corpo e aumentar o estado de alerta. Isso combinaria com o fato de bocejarmos muito quando estamos com sono, entediados ou prestes a dormir. O bocejo parece aparecer nas mudanças de estado: de acordado para sonolento, ou o contrário.

Por que bocejar parece “pegar”

O bocejo contagioso é um fenômeno curioso. Basta ver, ouvir ou até ler sobre um bocejo para sentir vontade. Algumas explicações envolvem a empatia e a ligação social. Há indícios de que bocejamos mais ao ver pessoas com quem temos vínculo, como familiares e amigos, do que ao ver desconhecidos.

Uma explicação muito citada fala dos chamados neurônios-espelho, que seriam ativados quando observamos uma ação de outra pessoa. Mas essa ligação ainda é debatida entre os pesquisadores, e não se pode dizer que esteja provada.

O bocejo contagioso também não aparece desde o início da vida. Bebês bocejam, mas só mais tarde passam a “pegar” o bocejo dos outros.

Bocejo é sinal de sono ou de tédio?

Muitas vezes, sim. Mas não só. Bocejamos também ao acordar, antes de uma prova ou de uma apresentação, em momentos de ansiedade e até quando estamos concentrados. Por isso, não dá para dizer que bocejar é “falta de educação” ou “falta de interesse”. É um comportamento natural, que várias outras espécies de animais também têm.

Como disfarçar ou interromper o bocejo

Bocejar é involuntário, mas algumas medidas ajudam a reduzir a vontade:

  • respirar fundo pelo nariz;
  • beber um pouco de água;
  • abrir uma janela e deixar o ar fresco entrar;
  • levantar e se movimentar um pouco;
  • dormir bem à noite, que é o que mais diminui o bocejo de sono.

Quando for bocejar perto de outras pessoas, cubra a boca com a mão ou o antebraço. É uma questão de educação.

Quando procurar um médico

Bocejar é normal. Vale conversar com um médico se os bocejos forem muito frequentes, vierem junto com sonolência forte durante o dia, atrapalharem suas atividades ou aparecerem com sintomas como tontura, dor de cabeça intensa ou fraqueza. O profissional poderá avaliar o sono, os remédios que você usa e outras possíveis causas.

E o bocejo na hora de dormir?

É comum bocejar quando o sono chega. O corpo está mudando de ritmo, e o bocejo costuma acompanhar essa transição. Ao acordar, também. Isso reforça a ideia de que ele tem relação com a passagem entre estados de alerta, ainda que os cientistas não tenham fechado a questão.

Curiosidades sobre o bocejo

  • Bebês já bocejam antes de nascer, de acordo com observações feitas em exames de imagem na gravidez.
  • Cães podem bocejar ao ver o dono bocejar, o que sugere ligação afetiva.
  • Falar sobre bocejo, como estamos fazendo aqui, também pode despertar a vontade. Se você bocejou, não está sozinho.

Perguntas frequentes

Bocejar muito é sinal de doença?

Na maioria das vezes, não. Mas se houver sonolência excessiva ou outros sintomas, vale conversar com um médico.

Todo mundo “pega” o bocejo?

Não. Algumas pessoas são mais sensíveis ao bocejo contagioso e outras quase nunca bocejam ao ver alguém bocejar. As razões ainda estão sendo estudadas.

Os animais também bocejam?

Sim. Cães, gatos e muitos outros animais bocejam. Isso mostra que o gesto é antigo e comum a várias espécies.

O bocejo é um pequeno mistério do dia a dia. Enquanto os cientistas buscam respostas, vale encará-lo como o que parece ser: um gesto natural do corpo, que pode vir do sono, do cansaço ou até da convivência com quem a gente gosta.

Este texto é apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Em caso de dúvida, procure um médico.

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